Flávio pede prisão de assessor de Lula por fake sobre Nossa Senhora
Presidenciável do PL acusa número 2 da Secom de postar contra retratação e a favor de difundir mentira sobre revogar título padroeira do Brasil

O senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou queixa-crime em que pede busca e apreensão e prisão preventiva do coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, George Marques. Flávio acusa o número 2 na hierarquia da Secom do presidente Lula (PT) de difundir a notícia falsa de que o rival do presidente petista estaria planejando retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
“Sabendo que uma mentira eleitoral havia sido desmentida em rede nacional e declarada inverídica pelo Tribunal Superior Eleitoral, [George Marques] difundiu a seus 211.800 seguidores nas redes sociais, com todas as letras, a ordem para que a retratação deixasse de circular para que a mentira continuasse sendo propagada”, diz a peça acusatória da campanha de Flávio contra o assessor de Lula.
“02 do Ministério da Propaganda de lula[sic], flagrado cometendo crime eleitoral, tem que responder pelos seus atos!”, disse Flávio, ao divulgar notícia sobre a queixa contra o servidor do Planalto.
A denúncia relata que George Marques publicou para seus seguidores a seguinte orientação, posteriormente apagada: “Parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. […] Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”.
Reação ao boato eleitoral
O pedido de prisão foi formalizado na sexta-feira (25), no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinou que fossem retirados do ar 1.170 links que a campanha de Flávio indicou terem disseminado a fake news nas redes sociais X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube. O desrespeito deve gerar multa de R$ 50 mil por dia, por provedor.
A ação de Flávio Bolsonaro contabilizou que a desinformação sobre revogar a padroeira nacional foi divulgada em 2.086 publicações, de 1.674 contas diferentes, com impacto de 21 milhões de visualizações, e cerca de 312 mil compartilhamentos e 1,49 milhão de curtidas.
Secom fala em ‘injustiça’
A Secom do Planalto publicou nota classificando o pedido de prisão como “injusto e arbitrário”, fruto de alegações que “não procedem”. E acusa campanha de Flávio distorcer fatos, ao ter atribuído ao Governo Federal a responsabilidade pessoal pela uma republicação realizada pelo servidor George Marques, no seu perfil particular.
“O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro”, diz a nota da Secom.