Nunes Marques proíbe jingle de Lula de ligar Flávio a Vorcaro e suspeitas

Presidente do TSE suspendeu propaganda de rádio que associa candidato do PL a casos não julgados

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mandou suspender provisoriamente um jingle da campanha de reeleição do presidente Lula (PT) que ligava seu principal rival Flávio Bolsonaro (PL) ao caso de roubo bilionário do Banco Master e à denúncia de suposto esquema de rachadinha no seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), bem como à compra de imóveis em dinheiro vivo e outros casos sem desfecho jurídico que desabonem o candidato da oposição.

Na decisão que Nunes Marque submeterá ao Plenário do TSE, o ministro conclui que “extrapola os limites da crítica político-eleitoral admissível” por induzir o eleitorado a erro sobre a “situação jurídica atual” do presidenciável de oposição e de sua família.

O jingle veiculado em propagandas de rádio entre 28 e 31 de agosto, sob o refrão “Foi o Flávio Bolsonaro”, ainda faziam referências a depósitos em dinheiro em uma loja de chocolate da qual o senador foi sócio, a uma homenagem que ele promoveu ao miliciano Adriano da Nóbrega e à compra de ao menos 51 imóveis em dinheiro vivo pela família Bolsonaro. A referência ao Master citava o pedido de Flávio por patrocínio de R$ 61 milhões ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse sobre seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“No tocante ao suposto pagamento a Daniel Vorcaro, aos depósitos em espécie em loja de chocolate e à aquisição de imóveis mediante pagamento em dinheiro vivo, a peça os apresenta em bloco, sob a mesma estrutura de pergunta e resposta categórica (‘foi o Flávio Bolsonaro’), sem qualquer ressalva quanto à origem, ao estágio de apuração ou à ausência de conclusão definitiva a respeito de cada um dos fatos mencionados”, concluiu Nunes Marques.

O presidente do TSE pontuou que a acusação de rachadinha no gabinete de Flávio já foi arquivada e que a homenagem ao miliciano morto pela polícia da Bahia em 2020 ocorreu antes da confirmação de seu envolvimento com milícia.

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