DF registra 14 desastres climáticos em dez anos e reforça prevenção
Incêndios, alagamentos, erosões e chuvas intensas expõem desafios de preparação de Brasília para eventos extremos

O Distrito Federal registrou 14 desastres climáticos oficialmente reconhecidos entre 2015 e 2024, segundo o Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026. O levantamento contabiliza ocorrências como incêndios florestais, estiagens, erosões, alagamentos e chuvas intensas.
Apesar da média baixa, os episódios provocaram impactos diretos sobre a população. Em 2024, foram quatro registros: três incêndios florestais e uma ocorrência de chuva intensa, que deixou 80 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Em 2021, houve o maior número de notificações do período, com sete ocorrências, principalmente erosões e alagamentos.
Elaborado pelo Centro Brasil no Clima (CBC) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), o anuário reúne dados sobre riscos climáticos, políticas públicas e capacidade de resposta das unidades da Federação. O documento aponta a necessidade de ampliar mecanismos de prevenção, resposta e adaptação diante de eventos extremos.
No DF, o cenário inclui tanto períodos de seca quanto episódios de chuva intensa. Segundo o Governo do Distrito Federal, os principais efeitos associados ao El Niño e à variabilidade climática na região são atraso no início das chuvas, calor extremo e agravamento da seca.
A Secretaria de Saúde, em conjunto com o GDF e o Ministério da Saúde, elabora o Plano de Preparação do DF para o Enfrentamento dos Impactos do El Niño. O documento deve estabelecer ações de contingência e resposta aos efeitos do fenômeno sobre a saúde pública. A definição das responsabilidades entre os órgãos ainda está em andamento.