Eduardo Bolsonaro diz que STF pode rejeitar vitória de Flávio

Em Washington, ex-deputado defende que ministros da Corte sejam alvo de sanções dos EUA se considerarem "golpista" uma eventual eleição do irmão à Presidência

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17/9), em Washington, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam contestar uma eventual vitória do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), na eleição presidencial de 2026. Segundo ele, se a Corte tratar o resultado como um ato de golpismo, os Estados Unidos teriam justificativa para não reconhecer o pleito brasileiro e sancionar individualmente os ministros envolvidos.

“Continuação do golpe”

A declaração foi dada a repórteres durante agenda nos EUA ao lado do empresário Paulo Figueiredo, dois dias depois da sessão do STF de terça-feira (15), encerrada sem análise do mérito das acusações contra o ministro Alexandre de Moraes. Eduardo recorreu a um episódio anterior — quando Moraes e o ministro Gilmar Mendes criticaram o colega André Mendonça e classificaram a fala dele como continuidade de um golpe — para sustentar sua tese: se o mesmo raciocínio for aplicado à candidatura do irmão, “os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira”, disse.

Reuniões sem nomes

Eduardo afirmou manter conversas com autoridades do Departamento de Estado e da Casa Branca, mas disse que não revelará a identidade dos interlocutores. Ele e Figueiredo defendem novas sanções contra Moraes e a extensão das medidas aos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. Moraes já havia sido incluído na Lei Magnitsky em 2025, sanção posteriormente retirada. Até a publicação desta reportagem, o governo americano não havia anunciado novas medidas contra magistrados brasileiros.

Questionado sobre a possibilidade de punições, Eduardo disse que a decisão cabe exclusivamente às autoridades dos EUA e lembrou que a sanção anterior a Moraes acabou suspensa apesar da pressão do grupo.

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