PGR diz que ‘Careca do INSS’ não fechou negócio com o governo Lula
Paulo Gonet defende que o caso seja destinado à primeira instância; Mendonça e Dino resistem
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou, por meio de um parecer junto à Polícia Federal (PF), que não há indícios de que Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, tenha fechado acordo com o governo federal, intermediado pelo filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O documento ressalta que a apuração da Polícia Federal constatou contato entre a empresária Roberta Luchsinger e o primogênito de Lula (PT), mas que a máquina pública não fechou nenhuma negociação.
Além disso, a PGR ainda constata, com base na investigação, que foram rastreadas vantagens financeiras pagas ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana, o Marcola.
O documento finaliza afirmando que não há participação de nenhuma autoridade com prerrogativa de foro e, por isso, o caso deve ser enviado à primeira instância.
Além disso, atesta que, além da ausência de investigado com foro, não há relação com o escândalo de desvio de recursos do INSS. A PGR reiterou que isso, porém, não quer dizer que não houve eventual crime, como tráfico de influência.
Paulo Gonet, procurador-geral da República, defende a ideia e já entrou em contato com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça e Flávio. Entretanto, ambos consideram que o caso deve permanecer no Supremo.