Senador coleta assinaturas para abrir CPI do Lulinha

O parlamentar, juntamente com Alfredo Gaspar (PL-AL), foi o responsável por descobrir os envolvimentos do filho do petista nas fraudes contra aposentados e pensionistas

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, informou nesta quinta-feira (20) que entrou com um pedido de investigação no Senado Federal, por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

O parlamentar, juntamente com seu colega, Alfredo Gaspar (PL-AL), foi o responsável por descobrir os envolvimentos do filho do petista nas fraudes contra aposentados e pensionistas.

Segundo o regimento da Casa Alta, são necessárias 27 assinaturas de senadores para abertura da CPI.

“ATENÇÃO: Estou entrando nesse momento com o pedido de criação da CPI DO LULINHA no Senado Federal.” Agora precisamos das 27 assinaturas necessárias. E eu preciso da ajuda de vocês: cobrem os senadores dos seus estados para que assinem imediatamente essa CPI”, disse Viana em uma publicação no X (antigo Twitter).

Viana quer saber “quem abriu portas dentro do Governo, quais interesses foram intermediados e qual foi, de fato, o papel de Lulinha nos episódios investigados”.

A Polícia Federal (PF) investiga dois inquéritos contra o filho do petista, que estão com André Mendonça, e um terceiro com Flavio Dino. Eles tratam de suposto tráfico de influência do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em órgãos como Ministério da Saúde e Dataprev.

Mendonça também é relator do processo inicial, que trata do INSS, onde surgiram as primeiras citações ao nome de Lulinha e da empresária Roberta Luchsinger.

“O Brasil exige investigação. “Filho do presidente da República não está acima da lei”, disse Viana.

PGR quis caso Lulinha fora do STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se reuniu com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e solicitou a retirada do caso de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, da Suprema Corte e levá-lo para a primeira instância.

De acordo com o SBT News, a manifestação é sigilosa e baseada no contexto em que nenhum dos investigados tem foro privilegiado nem relação com as fraudes do INSS.

No entanto, o ministro negou a transferencia dos casos e diz que há pessoas citadas no caso com foro privilegiado.

A movimentação causou estranheza em alas do STF, para que apenas o caso de relatorias de André Mendonça fosse para a primeira instância. O inquérito que está com Flávio Dino não recebeu a mesma sondagem.

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