Horário eleitoral começa e campanhas ganham espaço no rádio e na TV
Propaganda gratuita estreia e leva candidatos à Presidência, aos governos e ao Legislativo para a programação das emissoras até 1º de outubro
O horário eleitoral gratuito do primeiro turno das eleições de 2026 começa nesta sexta-feira (28) no rádio e na televisão.
A propaganda será exibida até 1º de outubro, três dias antes da votação marcada para 4 de outubro.
Além dos programas em bloco, os partidos terão inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras.
No rádio, os programas eleitorais serão transmitidos às 7h e ao meio-dia.
Na televisão, a exibição ocorrerá às 13h e às 20h30.
A distribuição dos dias varia de acordo com o cargo em disputa, candidatos à Presidência e à Câmara dos Deputados aparecem às terças, quintas e sábados, enquanto os concorrentes aos governos estaduais, ao Senado e às Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa ocupam os demais dias.
A propaganda presidencial terá blocos com duração total de 12 minutos e 30 segundos.
A maior parcela ficará com a coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSOL e Rede.
O grupo terá 5 minutos e 31 segundos por bloco.
O PL, que tem Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, terá 4 minutos e 20 segundos.
O PSD, que lançou Ronaldo Caiado ao Planalto, contará com 2 minutos e 2 segundos.
O Avante, de Augusto Cury, terá 35 segundos.
A divisão foi estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na representação partidária na Câmara dos Deputados e nas regras previstas na legislação eleitoral.
No primeiro dia, a ordem de apresentação foi definida por sorteio.
O Avante será o primeiro, seguido por PSD, PL e pela coligação Brasil Pronto pra Mais.
A partir dos dias seguintes, haverá um sistema de rodízio: o grupo que aparecer por último em um dia será o primeiro no dia seguinte.
A presença no horário eleitoral também está condicionada às regras de desempenho eleitoral.
Para 2026, a legislação considera a representação dos partidos na Câmara e os critérios da cláusula de desempenho.
Por isso, candidatos de legendas que não alcançaram os requisitos não terão participação nos blocos nacionais de rádio e televisão.
Entre eles estão Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão.
Além dos programas em bloco, a propaganda presidencial terá 980 inserções de 30 segundos distribuídas diariamente durante a programação das emissoras.
A coligação Brasil Pronto pra Mais terá 434 inserções, enquanto o PL terá 339.
O PSD contará com 160 e o Avante, com 47.
A veiculação não representa uma compra convencional de espaço publicitário pelos partidos.
O horário eleitoral gratuito é previsto pela legislação eleitoral, e as emissoras têm a obrigação de transmitir os conteúdos dentro dos horários e condições estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
O TSE centralizou a geração do sinal da propaganda nacional por meio do chamado Pool de Mídia, estrutura responsável por receber os materiais enviados pelas campanhas e distribuir o sinal às emissoras.
A Corte também estabeleceu regras para o encaminhamento das mídias e para a organização da programação.
A estreia ocorre pouco mais de um mês antes do primeiro turno.
Os eleitores irão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente, governadores, dois senadores por Estado e pelo Distrito Federal, além de deputados federais e estaduais ou distritais.
Caso seja necessário segundo turno para a Presidência ou governos estaduais, a votação ocorrerá em 25 de outubro, e a propaganda eleitoral dessa etapa está prevista para o período de 9 a 23 de outubro.
Com o início da propaganda no rádio e na televisão, as campanhas passam a contar com um dos principais espaços regulamentados de comunicação direta com o eleitorado.
A partir desta sexta-feira, propostas, mensagens de campanha, pedidos de voto e estratégias de comunicação dos candidatos passam a ocupar oficialmente a programação das emissoras em todo o país.