Planalto sob lupa

Carlos Viana cobra documentos sobre acessos de Lulinha ao Planalto

Senador pede à Casa Civil registros de reuniões, entradas e interlocuções envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar

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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador Carlos Viana (PSD-MG) enviou nesta sexta-feira (21) o Ofício nº 405/2026 à Casa Civil, solicitando informações e documentos sobre acessos ao Palácio do Planalto e reuniões envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Roberta Moreira Luchsinger e Fernando Bittar.

O pedido tem como base informações divulgadas pela imprensa sobre uma investigação da Polícia Federal que teria identificado mensagens e documentos relacionados à atuação dos três em tratativas de interesses empresariais junto ao governo federal. Segundo reportagens citadas pelo senador, Roberta teria afirmado atuar politicamente “via Palácio”.

Viana ainda pede esclarecimentos sobre a informação de que o presidente Lula (PT) teria oferecido a Roberta a possibilidade de escolher onde trabalharia no governo. Conforme os diálogos, ela teria respondido que preferia continuar como sócia de Lulinha e Bittar.

No documento, o senador ressalta que as informações permanecem sob investigação e que as reportagens, isoladamente, não comprovam a prática de ilícitos. Segundo ele, os registros oficiais são necessários para verificar a natureza e a extensão das interlocuções.

Entre os documentos solicitados estão registros de entrada e circulação no Planalto, agendas, pedidos de audiência, e-mails, comunicações institucionais e documentos apresentados à Presidência ou à Casa Civil. O senador também cobra informações sobre eventual convite, consulta, sondagem, proposta ou oferta de cargo ou função pública a Roberta, além de documentos que possam indicar encaminhamentos feitos pela Presidência ou pela Casa Civil em favor de interesses apresentados pelas pessoas citadas.

O ofício abrange o período de 1º de janeiro de 2023 até 21 de agosto de 2026 e solicita informações do Ministério da Saúde, Ministério das Comunicações, Telebras e Dataprev.

Ao final, Viana pede que a Casa Civil justifique individualmente eventual negativa de acesso aos documentos e preserve os registros administrativos relacionados aos fatos.