Flávio diz que viagem em jato ligado a Vorcaro foi convite de Willer Tomaz
Candidato afirma que voo não teve relação com ex-banqueiro; aeronave tinha uma cota pertencente à empresa da qual Vorcaro era sócio

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (25) que a viagem feita com a família dos Estados Unidos para o Brasil, em janeiro de 2025, não teve relação com Daniel Vorcaro. O voo foi realizado em uma aeronave compartilhada e que tinha entre os cotistas uma empresa da qual Vorcaro era sócio.
Em declaração a jornalistas no Rio de Janeiro, Flávio disse que embarcou a convite do advogado e empresário Willer Tomaz, que também estava no voo. Segundo o candidato, Tomaz era o proprietário da cota do avião.
“Viajei com o dono do avião, que é o Willer. Não tem nada a ver com o Vorcaro”, afirmou.
O voo ocorreu em 19 de janeiro de 2025, entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília. Flávio estava acompanhado da esposa e das duas filhas. A aeronave era um Legacy 650.
Segundo dados da revista piauí, a propriedade formal do jato estava dividida em três cotas:
- uma pertencia a Willer Tomaz, por meio da Alcazar Holdings;
- outra, ao empresário Laércio Cosentino, fundador da TOTVS;
- e a terceira havia sido adquirida pela Prime You no fim de 2024.
Tomaz afirmou que a viagem foi solicitada, organizada e integralmente custeada por ele.
Flávio também criticou o Ministério Público, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal, afirmando que estariam “aparelhadas” para perseguir pessoas próximas a ele. O candidato citou Tomaz como exemplo e o classificou como um advogado “respeitadíssimo”.