Eduardo Bolsonaro reage à convocação para voltar à PF

Ex-deputado critica determinação após perder mandato por faltas

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta sexta-feira (2) para criticar a determinação da Polícia Federal que o convoca a retomar o cargo de escrivão na corporação. Eduardo é servidor concursado da PF e estava licenciado para exercer o mandato parlamentar.

A convocação foi publicada no Diário Oficial da União e determina que ele se reapresente à delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ). O não comparecimento pode resultar na abertura de processos administrativos e disciplinares, inclusive por abandono de cargo. Eduardo perdeu o mandato em 18 de dezembro de 2025 após ultrapassar o limite constitucional de faltas em sessões deliberativas. Ao longo do ano, acumulou 59 ausências não justificadas — mais de um terço das sessões — o que leva à perda automática do mandato.

Nas redes sociais, o ex-parlamentar classificou a cassação como uma “medalha de honra” e afirmou que sua permanência nos Estados Unidos “valeu muito a pena”. Segundo ele, a perda do cargo ocorreu por agir conforme as expectativas de seus eleitores.

Servidor da Polícia Federal desde 2010, Eduardo estava afastado da função exclusivamente para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do cargo eletivo, ele também perdeu a imunidade parlamentar e a prerrogativa que sustentavam o afastamento da corporação.

Em publicações, Eduardo afirmou que não se submeterá à estrutura da PF e fez críticas à cúpula da instituição. Ele vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e, caso não se reapresente, pode ser desligado do serviço público. Durante o período em que atuou como deputado federal, Eduardo não recebeu salário como escrivão da PF. Para voltar a ter remuneração como servidor, precisa reassumir formalmente o cargo.

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