DF: Empresas oferecem reajuste de 5,5%, mas sindicalistas convocam greve política
Proposta de aumento tem efeito retroativo para 1º de agost, com ganho real de 1,39%
O acordo anterior, válido de agosto de 2025 a julho de 2026, já havia dado 7,56% de reajuste salarial, além de aumentos em alimentação, saúde e odontologia.As empresas argumentam que a inflação do período ficou em 4,11%. A proposta final, assinada por BsBus, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Auto Viação Marechal e Consórcio URBI-HP, prevê:
- 5,5% de reajuste salarial sobre os vencimentos de 31 de julho de 2026, com efeito retroativo a 1º de agosto (ganho real de 1,39%);
- 6% no ticket refeição-alimentação;
- 6% na cesta-básica, mais uma cesta extra no mês de aniversário do trabalhador;
- 11,88% no auxílio-saúde e no plano odontológico;
- duplicação do seguro de vida, de cerca de R$ 24 mil para cerca de R$ 48 mil;
- manutenção dos postos de cobrador;
- pagamento das diferenças salariais atrasadas.
Havia ainda a criação de um benefício de R$ 500 no mês de aniversário.O sindicato não aceitou. Em mensagem informal pelo celular, o dirigente João Osorio afirmou que a direção “crê” que a proposta será rejeitada e que essa será a orientação à categoria, “por entender ser insuficiente”. As empresas dizem que não receberam resposta formal por escrito.No domingo (20), em assembleia no estacionamento do Conic, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto, os trabalhadores decidiram pela greve a partir de 28 de setembro. Em 23 de setembro, o sindicato comunicou formalmente a paralisação, cumprindo o prazo de 72 horas previsto na Lei 7.783/1989 para serviços essenciais.Uma nova assembleia de organização do movimento está marcada para este domingo (27).O transporte coletivo do DF é serviço essencial. Sem acordo até a madrugada de segunda, a circulação de ônibus nas cinco bacias operadas pelas concessionárias pode ser afetada.