Dólar sobe e Ibovespa recua com crise no STF e exterior negativo

Moeda avançou 0,76% e bolsa brasileira cedia mais de 1% na abertura desta segunda-feira (14), pressionadas por bolsas asiáticas em queda e pela instabilidade política no Brasil

 O dólar abriu em alta ante o real nesta segunda-feira (14), impulsionado pelo avanço da moeda americana no exterior e pelo cenário político conturbado no Brasil em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Às 9h29, a moeda subia 0,76%, cotada a R$5,1594 na venda, segundo a Reuters. O Ibovespa também operava em queda, pressionado pelo mesmo cenário e por um exterior negativo.

Dólar e atuação do Banco Central

Na sexta-feira (11), a moeda havia fechado em alta de 0,47%, recuperando os R$5,1252 na venda. Pela manhã desta segunda, por volta das 9h10, o dólar já operava em alta de 0,67%, a R$5,1589, segundo boletim do BB Investalk. Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem, com oferta de cinquenta mil contratos de swap cambial tradicional para 1º de outubro, conforme informou a Reuters.

Ibovespa também recua

O principal índice da bolsa brasileira abriu em queda acentuada. Por volta das 9h10, os contratos futuros do Ibovespa marcavam 186.060 pontos, recuo de 1,35%. Às 10h11, o índice à vista cedia 1,67%, a 184.086,62 pontos, com o contrato futuro de vencimento mais curto, em 14 de outubro, perdendo 1,38%, segundo a Reuters.

Exterior pressiona os mercados

A queda acompanha o viés negativo nas bolsas da Ásia. O Nikkei recuou 0,8% no Japão, pressionado por uma queda de 11% da SoftBank depois que o executivo-chefe da OpenAI, Sam Altman, descartou a abertura de capital da empresa ainda em 2026. Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 3,3%. Na China, o Xangai Composto perdeu 0,07% e o Shenzhen Composto, 0,1%. O Taiex recuou 0,7%, em Taiwan, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,5%. O petróleo, por sua vez, avançava mais de 3% na manhã desta segunda-feira.

Crise no STF no radar da semana

Analistas de mercado citam a crise no STF como um dos fatores de risco político que pressionam os ativos brasileiros nesta semana, ao lado de decisões de juros previstas para o Comitê de Política Monetária (Copom) e para o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, além de indicadores econômicos da China.

Sair da versão mobile