EUA reduzem cota de açúcar e surpreendem usinas do Nordeste
Limite para 2027 cai de cerca de 156 mil para 100 mil toneladas
A redução da cota de importação de açúcar brasileiro pelos Estados Unidos surpreendeu usinas do Nordeste e deve diminuir os embarques em 2027. A Central Açucareira Santo Antônio, de Alagoas, exportou 9,7 mil toneladas em 2025.
Com a nova cota, a empresa estima embarcar cerca de 6 mil toneladas no ano fiscal de 2027.
A empresa exporta diretamente para os Estados Unidos desde a década de 1990.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA estabeleceu em 100 mil toneladas a cota global do Brasil para 2027, ante 156 mil toneladas anteriormente. O volume retirado foi redistribuído entre 28 países, incluindo República Dominicana, Filipinas e Austrália.
A cota americana é definida com base nos compromissos assumidos pelos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio. Exportações acima do limite ficam sujeitas a tarifas consideradas elevadas pelas empresas, reduzindo a viabilidade comercial dos embarques.
O corte representa uma perda de US$ 30 milhões para as usinas nordestinas. O mercado americano paga, em média, cerca de 50% a mais pelo açúcar do que o mercado global.