Renan Santos pede impeachment de Moraes e Toffoli por caso Banco Master
Candidato à Presidência pelo Missão protocolou os pedidos no Senado; documentos falam em 'crime de responsabilidade'

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) protocolou, no Senado Federal, pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, por suposto envolvimento no escândalo do extinto Banco Master.
As solicitações foram endereçadas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e falam em “crime de responsabilidade” e “fatos de extrema gravidade”. Renan Santos afirma que, se confirmadas, as suspeitas podem indicar uma relação de favorecimento entre os dois ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O caso Toffoli
Toffoli deixou a relatoria do processo sobre o Banco Master no início do ano, depois de a Polícia Federal encontrar, no celular do ex-banqueiro, mensagens que mencionam supostos pagamentos direcionados ao ministro. A corporação investiga se uma transferência de recursos a Toffoli partiu de uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no Tayayá Resort — empreendimento frequentado pelo ministro e que pertenceu a seus irmãos. Um fundo de investimento gerido por essa empresa aportou R$4,3 milhões no resort; atualmente, a família de Toffoli não integra mais o quadro societário do negócio. Pouco depois de assumir a condução das apurações no Supremo, Toffoli viajou à final da Libertadores, no Peru, no mesmo jato particular em que estava um dos advogados de defesa do caso.
O caso Moraes
Já no pedido contra Moraes, Renan Santos cita relatório da PF que atribui ao ministro mensagens trocadas com Vorcaro. O documento veio a público depois de o ministro do STF André Mendonça retirar o sigilo do processo, na terça-feira (1º). Em uma das conversas, o ex-banqueiro pergunta se precisaria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro do ano passado. Segundo a investigação, o teor das mensagens permite deduzir que Moraes municiou Vorcaro com informações sobre o andamento da Operação Compliance Zero, incluindo datas e horários de diligências planejadas pela PF.
Trecho do pedido de impeachment afirma que os ministros “receberam vantagens ilícitas, provenientes de uma das figuras mais corruptas da história da República”.